(Lisboa) A sociedade madeirense é caracterizada pela submissão ao poder de uma maneira que chega a ser, em certos casos, indecorosa para a própria condição humana. O Gervásio ensinava-nos a reciclar em pequenos blocos televisivos de poucos segundos. Este macaco ensina-nos a viver melhor também. O desafio ao poder de uma maneira elegante sem nunca significar falta de cultura e ignorância ou mesmo indisciplina. Também na empresa onde trabalho existe a cultura do GNR.
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sábado, maio 19, 2007
domingo, maio 06, 2007
ELEIÇÕES REGIONAIS 2007

(Lisboa) Na imagem estão representadas todas as eleições regionais compiladas pelas informações no sítio da Comissão Nacional de Eleições. De cima para baixo estão ordenadas das mais antigas para as mais recentes sendo que as de 2007 são as que estão no lugar mais baixo. Não percebo o desnível que existe em relação a 1984, o terceiro grupo de barras a contar de cima. O que terá acontecido em 1984 para termos apenas cerca de oitenta mil inscritos?
No que se refere a hoje, tudo ficará na mesma. Continuo com a opinião da inutilidade destas eleições. Estas foram apenas umas eleições em que a pergunta era se a Madeira deveria ter direito a menos dinheiro ou não e é óbvio que os madeirenses votaram que não. Você leitor, aceitaria que a sua empresa reduzisse o seu salário, sem reacção nenhuma?
Ao ouvir os festejos dos PSD hoje na TSF que adoram cerveja à borla continuo com a mesma opinião: acho que a oposição deveria fechar as portas e a Madeira deveria se render ao partido único. Não há nada que se possa fazer, está toda a gente satisfeita com tudo.
Tivemos uma abstenção de noventa e um mil eleitores. A oposição teve uma votação de cerca de quarenta e sete mil eleitores e no PSD votaram noventa mil e poucos. Devemos registar que a abstenção continua altíssima e registou mais apoiantes que toda a oposição junta.
Amanhã segunda-feira tudo estará na mesma. Continuaremos com o mesmo Governo Regional e sobretudo a maioria dos continentais continuará a pensar que somos todos uns pedintes e só sabemos viver às custas do resto do país. A economia madeirense continuará a ser dominada pelo público e o investimento privado será uma espécie rara por estes (esses) lados. Quem está montado nos dinheiros públicos não se queixa mas os outros é que fazem vista de invejosos. Vamos continuar na mesma como sempre quisermos estar. Não nos podemos então queixar de nada: podemos decidir hoje e nada fizemos.
Uma coisa boa neste desastre todo que foram estas eleições será o número de mandatos reduzido. Temos agora quarenta e sete assalariados em vez dos sessenta e oito resultantes da desgraça de 2004, na Assembleia Legislativa Regional. Já que tudo vai ficar na mesma ao menos serão menos os montados nos dinheiros públicos. E que confortável que é estar montado nos dinheiros públicos: não há falência nem resultados a apresentar.
No que se refere a hoje, tudo ficará na mesma. Continuo com a opinião da inutilidade destas eleições. Estas foram apenas umas eleições em que a pergunta era se a Madeira deveria ter direito a menos dinheiro ou não e é óbvio que os madeirenses votaram que não. Você leitor, aceitaria que a sua empresa reduzisse o seu salário, sem reacção nenhuma?
Ao ouvir os festejos dos PSD hoje na TSF que adoram cerveja à borla continuo com a mesma opinião: acho que a oposição deveria fechar as portas e a Madeira deveria se render ao partido único. Não há nada que se possa fazer, está toda a gente satisfeita com tudo.
Tivemos uma abstenção de noventa e um mil eleitores. A oposição teve uma votação de cerca de quarenta e sete mil eleitores e no PSD votaram noventa mil e poucos. Devemos registar que a abstenção continua altíssima e registou mais apoiantes que toda a oposição junta.
Amanhã segunda-feira tudo estará na mesma. Continuaremos com o mesmo Governo Regional e sobretudo a maioria dos continentais continuará a pensar que somos todos uns pedintes e só sabemos viver às custas do resto do país. A economia madeirense continuará a ser dominada pelo público e o investimento privado será uma espécie rara por estes (esses) lados. Quem está montado nos dinheiros públicos não se queixa mas os outros é que fazem vista de invejosos. Vamos continuar na mesma como sempre quisermos estar. Não nos podemos então queixar de nada: podemos decidir hoje e nada fizemos.
Uma coisa boa neste desastre todo que foram estas eleições será o número de mandatos reduzido. Temos agora quarenta e sete assalariados em vez dos sessenta e oito resultantes da desgraça de 2004, na Assembleia Legislativa Regional. Já que tudo vai ficar na mesma ao menos serão menos os montados nos dinheiros públicos. E que confortável que é estar montado nos dinheiros públicos: não há falência nem resultados a apresentar.
terça-feira, maio 01, 2007
A CAMPANHA NA MADEIRA
(Lisboa) Eu ainda sou do tempo em que os partidos cobriam as ruas com pequenos papeis do tamanho de bilhetes de cinema. Pequenos papeis que tinham apenas impresso o símbolo da organização e pouco mais do que isso. As ruas ficavam cobertas por esses papeis pequenos igual a uma rua depois de um cortejo de Carnaval. Era igual. No fundo foi a isso que as campanhas nos habituaram: habituaram-nos ao Carnaval, habituaram-nos a nada nos esclarecer, a serem festivais de insultos. Os próprios insultos não são trabalhados, são básicos, de baixo nível. É literalmente a força dos mais fortes e não dos mais inteligentes ou dos mais capazes. Quem tem poder tem muito mais condições para o manter do que os que não o têm.
Muita gente me tem perguntado a razão de não falar sobre a campanha. Porque a campanha mesmo acompanhada de longe parece-me muito nojenta. Cheira muito mal. Coisas que se compreendem em amadores e pouco experientes nestas coisas já não se percebem em pessoas que sabem que já ganharam, que já ganharam tudo o que havia para ganhar.
Se se confirmarem as projecções no Domingo e a maioria se mantiver ou for mesmo reforçada eu penso que a oposição deveria fechar as portas. Fechar mesmo. Imagino que os prédios dos partidos que a representam poderiam ser abandonados e vendidos. Essas pessoas a quem o destino levou por caminhos errados deveriam filiar-se no PSD e assim tentar o caminho do sucesso fácil tentado agradar o máximo possível ao chefe sem nada fazer de concreto. Se o PSD-M ganhar outra vez com maioria reforçada a oposição deveria renunciar aos seus lugares no Parlamento Regional pois de nada adianta tentar esvaziar o mar com um balde. Numa terra onde os representados votam em massa num único partido isso só quer dizer que se sentem bem representados. Está tudo bem. Se está tudo bem para quê mudar?
Os culpados não são os candidatos ou os que ocupam os lugares de responsabilidade. Esses são uma amostra dos cidadãos. O que se passa é que o universo é medíocre e sendo assim a amostra que o representa também o é. Para quê mudar? Mudar custa. Mudar é um choque que a maior parte das pessoas não está em condições de sofrer.
Muita gente me tem perguntado a razão de não falar sobre a campanha. Porque a campanha mesmo acompanhada de longe parece-me muito nojenta. Cheira muito mal. Coisas que se compreendem em amadores e pouco experientes nestas coisas já não se percebem em pessoas que sabem que já ganharam, que já ganharam tudo o que havia para ganhar.
Se se confirmarem as projecções no Domingo e a maioria se mantiver ou for mesmo reforçada eu penso que a oposição deveria fechar as portas. Fechar mesmo. Imagino que os prédios dos partidos que a representam poderiam ser abandonados e vendidos. Essas pessoas a quem o destino levou por caminhos errados deveriam filiar-se no PSD e assim tentar o caminho do sucesso fácil tentado agradar o máximo possível ao chefe sem nada fazer de concreto. Se o PSD-M ganhar outra vez com maioria reforçada a oposição deveria renunciar aos seus lugares no Parlamento Regional pois de nada adianta tentar esvaziar o mar com um balde. Numa terra onde os representados votam em massa num único partido isso só quer dizer que se sentem bem representados. Está tudo bem. Se está tudo bem para quê mudar?
Os culpados não são os candidatos ou os que ocupam os lugares de responsabilidade. Esses são uma amostra dos cidadãos. O que se passa é que o universo é medíocre e sendo assim a amostra que o representa também o é. Para quê mudar? Mudar custa. Mudar é um choque que a maior parte das pessoas não está em condições de sofrer.
quinta-feira, abril 05, 2007
CÂNTICOS MILITARES
(Lisboa) As movimentações começaram. As eleições inúteis e caprichosas do Dr. Jardim terão lugar no dia 6 do próximo mês. Para já fiquem com o cântico militarista.
Querem tirar à Madeira
o que é nosso, o que é da gente
mas nada nos vai vencer
com Alberto João Presidente.
Alberto João Alberto amigo
a lutar, a vida inteira
conto como sempre contigo
Presidente pela Madeira.
A Madeira está unida
ninguém nos tira a razão
é hora de estarmos juntos
dar força a Alberto João.
Dar as mãos cerrar fileiras
reforçar essa união.
Todos juntos pela Madeira
com o Alberto João.
Música do PSD-M nas eleições de 2007.
Querem tirar à Madeira
o que é nosso, o que é da gente
mas nada nos vai vencer
com Alberto João Presidente.
Alberto João Alberto amigo
a lutar, a vida inteira
conto como sempre contigo
Presidente pela Madeira.
A Madeira está unida
ninguém nos tira a razão
é hora de estarmos juntos
dar força a Alberto João.
Dar as mãos cerrar fileiras
reforçar essa união.
Todos juntos pela Madeira
com o Alberto João.
Música do PSD-M nas eleições de 2007.
E toca a repetir a ladainha. A luta continua contra um inimigo invisível que muitas vezes toma o nome de socialista. Só que identificar uma coisa apenas como socialista é não dizer coisa nenhuma. Aposto que o PSD tem medidas socialistas tal como o CDS-PP. O tom de ataque é constante e gratuito mas não é coerente. Acusa-se Lisboa de querer tirar dinheiro à Madeira mas já a política da União Europeia de redução do mesmo tipo de apoio não é criticada. Acontece que na base tanto a União Europeia como o Governo Central têm o mesmo argumento para a retirada de apoio, a mesma base: o crescimento registado após investimentos anteriores.
Vou adicionar uma lista de links aqui do lado com os sites regionais de partidos e movimentos políticos. Vou adicionando aos poucos e na medida do meu tempo. É claro que tinha de começar pelo movimento que governa a Madeira à mais de trinta anos! Sim leram bem, há mais de 30 anos! É um caso único a nível mundial.
Link do PSD-M: http://www.psd-madeira.com. O sítio apresenta algumas debilidades. Por exemplo, se forem à parte do manifesto (aqui) encontrarão o texto do manifesto em ficheiros de imagem, placas de imagem. Por exemplo aqui. Isso não se usa em geral, só em circunstâncias que realmente o justifiquem. Por exemplo um endereço de email justifica-se que esteja num ficheiro de imagem por causa dos programas que automaticamente percorrem a rede e capturam endereços de email. Isto não se faz para texto informativo que fica assim arredado de ser indexado num motor de busca para além de fazer com que o sítio fique mais lento pois codificar texto em imagem implica um aumento significativo do tempo de carregamento do mesmo. Outra coisa, deveria haver a opção de desligar o som, essa também é uma má prática na construção de páginas na Internet.
Vou adicionar uma lista de links aqui do lado com os sites regionais de partidos e movimentos políticos. Vou adicionando aos poucos e na medida do meu tempo. É claro que tinha de começar pelo movimento que governa a Madeira à mais de trinta anos! Sim leram bem, há mais de 30 anos! É um caso único a nível mundial.
Link do PSD-M: http://www.psd-madeira.com. O sítio apresenta algumas debilidades. Por exemplo, se forem à parte do manifesto (aqui) encontrarão o texto do manifesto em ficheiros de imagem, placas de imagem. Por exemplo aqui. Isso não se usa em geral, só em circunstâncias que realmente o justifiquem. Por exemplo um endereço de email justifica-se que esteja num ficheiro de imagem por causa dos programas que automaticamente percorrem a rede e capturam endereços de email. Isto não se faz para texto informativo que fica assim arredado de ser indexado num motor de busca para além de fazer com que o sítio fique mais lento pois codificar texto em imagem implica um aumento significativo do tempo de carregamento do mesmo. Outra coisa, deveria haver a opção de desligar o som, essa também é uma má prática na construção de páginas na Internet.
domingo, abril 01, 2007
MIGUEL SOUSA TAVARES
(Lisboa) Miguel Sousa Tavares no seu artigo de opinião de ontem no Semanário Expresso: O povo da Madeira adora o dr. Jardim e com certeza que tem razão: tudo o que ele faz não lhes custa um tostão. Ainda acrescentando, na sexta-feira tive um almoço de Páscoa da empresa onde trabalho. Um momento para nos conhecermos melhor uns aos outros fora do âmbito profissional. Entre outras coisas e pelo facto do autor destas linhas ser madeirense estava-se a falar das fortunas árabes e o assunto pulou para o facto da Madeira também ter um líder árabe mas este sem poços de petróleo que pudessem justificar os seus caprichos. O poço de petróleo seria o Orçamento de Estado neste caso. Isto para vos dizer a todos que essa ideia sempre esteve presente associada à Madeira, pelo menos em muitos dos nossos concidadãos que vivem em Portugal fora da Madeira.
Desde os tempos de faculdade e quando as pessoas descobriam a minha origem madeirense logo me vinham com essa conversa que a Madeira vive acima das suas possibilidades. Uma ideia que é reforçada pela atitude dos políticos madeirenses muitas vezes associados a pedintes (e não é que certas atitudes parecem mesmo de pedintes? pelo menos quem para quem olha de fora) no continente e uma ideia que eles próprios, os visados, não tentam contrariar. A única coisa que contrariam são as pessoas que não dizem o que eles querem e não as ideias. Isto de contrariar pessoas é muito cansativo, por duas razões, primeiro por que elas são muitas e em segundo por que a ideia é comum logo combater a ideia é combater as pessoas proprietárias dela, logo é muito mais eficaz argumentar contra ideias e não contra pessoas.
Vejo em muitos artigos de opinião que os que ousam falar assim da Região Autónoma da Madeira, supostamente difamando-a, são logo considerados uns hereges, são seguidamente excomungados e executados sumariamente com palavras das mais violentas possíveis. Ou seja, o chamado político madeirense está-se nas tintas para a ideia, tenta é silenciar o acusador o que não é nada abonatório para quem silencia. Em muitos textos que leio por aí Miguel Sousa Tavares é tratado como um inimigo da Madeira (a Madeira pelos vistos tem inimigos!, os doentes pensam que tem, eu acho doentes os que acham que a Madeira tem inimigos).
Na verdade Miguel Sousa Tavares não é um inimigo da Madeira. É só mais uma pessoa que pensa pela sua própria cabeça e tem o direito de expor os seus pensamentos. Só por que nós não concordamos com uma pessoa não quer dizer que ela seja nossa inimiga ou significa?
Desde os tempos de faculdade e quando as pessoas descobriam a minha origem madeirense logo me vinham com essa conversa que a Madeira vive acima das suas possibilidades. Uma ideia que é reforçada pela atitude dos políticos madeirenses muitas vezes associados a pedintes (e não é que certas atitudes parecem mesmo de pedintes? pelo menos quem para quem olha de fora) no continente e uma ideia que eles próprios, os visados, não tentam contrariar. A única coisa que contrariam são as pessoas que não dizem o que eles querem e não as ideias. Isto de contrariar pessoas é muito cansativo, por duas razões, primeiro por que elas são muitas e em segundo por que a ideia é comum logo combater a ideia é combater as pessoas proprietárias dela, logo é muito mais eficaz argumentar contra ideias e não contra pessoas.
Vejo em muitos artigos de opinião que os que ousam falar assim da Região Autónoma da Madeira, supostamente difamando-a, são logo considerados uns hereges, são seguidamente excomungados e executados sumariamente com palavras das mais violentas possíveis. Ou seja, o chamado político madeirense está-se nas tintas para a ideia, tenta é silenciar o acusador o que não é nada abonatório para quem silencia. Em muitos textos que leio por aí Miguel Sousa Tavares é tratado como um inimigo da Madeira (a Madeira pelos vistos tem inimigos!, os doentes pensam que tem, eu acho doentes os que acham que a Madeira tem inimigos).
Na verdade Miguel Sousa Tavares não é um inimigo da Madeira. É só mais uma pessoa que pensa pela sua própria cabeça e tem o direito de expor os seus pensamentos. Só por que nós não concordamos com uma pessoa não quer dizer que ela seja nossa inimiga ou significa?
sábado, março 17, 2007
UMA VERDADE CONVENIENTE
(Lisboa) Quem viu o filme Verdade Inconveniente, o também conhecido filme de Al Gore, reconhece a frase ou a ideia de que é difícil fazer passar a compreensão a alguém cujos rendimentos dependem da não compreensão. Luís Filipe Malheiro, destacado membro do PSD-M, é bem um exemplo desse tipo de pessoa aqui. Para ele até a Terra pode ser plana se isso lhe for conveniente. Coerência? Onde? Se falarem contra os meus estão contra mim, pensa esta casta privilegiada de pessoas. É por este tipo de coisa que nunca me filiei em nenhum partido. Para muitos filiados nos partidos o seu cartão partidário é um cartão de clube, não interessa o que aconteça defendem até à morte uma ideia mesmo que ela seja incoerente, ilógica e irracional, ou que a sua aplicação não seja vantajosa para o colectivo.
Gastar meio milhão de euros em eleições estúpidas e desnecessárias? Não é razão para ficar preocupado só porque quem vai na frente é o ídolo dele, se fosse o Serrão já imaginam o que o cidadão Malheiro defenderia não imaginam?
E assim vai a Madeira, uma terra de caprichosos, mas só para os que podem ser caprichosos.
Gastar meio milhão de euros em eleições estúpidas e desnecessárias? Não é razão para ficar preocupado só porque quem vai na frente é o ídolo dele, se fosse o Serrão já imaginam o que o cidadão Malheiro defenderia não imaginam?
E assim vai a Madeira, uma terra de caprichosos, mas só para os que podem ser caprichosos.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
UM GOVERNO DE MEDÍOCRES
(Lisboa) Afinal vai haver eleição. Na Madeira há pessoas que se dão ao luxo de brincar às eleições. Eleições que para nada servirão, tudo continuará na mesma. Inúteis porque a lei continuará, porque o Governo Central continuará e mais, continuaremos a ser vistos por muitos outros portugueses como pedintes, coisa que o poder regional actual nunca soube corrigir. Se de cada vez que uma decisão de Lisboa com impacto na Região não for do agrado do Clube Laranja tivermos esta reacção então até final deste ano vamos ter mais umas.
Registo no entanto a frase de Alberto João Jardim, a seguinte, durante o triste espectáculo, que infelizmente foi protagonista:
... recandidato-me porque em minha opinião pessoal acho que a Madeira não merece passar a ter um Governo de medíocres, de incultos, de traumatizados sociais e de subservientes e a Lisboa...
é exactamente isso que eu penso também e pelos vistos o Sr. Presidente também pensa. Ele acha que se sair os que ficarem são incultos e traumatizados sociais. Pois bem, ele tem uma excelente imagem do seu próprio partido e teve a coragem de o dizer publicamente. A imagem de pessoas que seguem cegamente o seu líder e que precisam dele para crescerem, a imagem de um grupo que não é uma equipa mas sim um rebanho controlado por um pastor. Os madeirenses são governados há anos por um pastor, um pastor que nem confiança tem nas suas ovelhas, não acha que no seu partido haja pessoas capazes de fazer um bom trabalho. Afinal quem teria coragem de partir e concorrer contra o líder? Ninguém. Está tudo à espera para ver quando vai embora e aí vai ser um massacre sanguinário.
Nem falo da oposição porque essa já morreu há muitos anos, mesmo antes de ganharem nem que sejam pequenas batalhas perdem-se com lutas internas para decidir quem é que manda na rua, um velho problema de disciplina nestas latitudes.
E para quê isto tudo? Para quê? Para no fim o Sr. ser aclamado pela milésima vez Presidente do Governo Regional com mais uma maioria absolutíssima? Ou alguém duvida que a personagem ganhe outra vez? Alguém duvida disso? E vai mudar o quê? No dia a seguir às eleições digam-me de vossas justiças o quê que isto representou para a Madeira e se não foi pura e simplesmente um capricho com sérios sinais já de demência. Uma demência que não se fica pelo próprio, é uma demência de grupo. Precisa-se: Salvadores de Pátria!
Registo no entanto a frase de Alberto João Jardim, a seguinte, durante o triste espectáculo, que infelizmente foi protagonista:
... recandidato-me porque em minha opinião pessoal acho que a Madeira não merece passar a ter um Governo de medíocres, de incultos, de traumatizados sociais e de subservientes e a Lisboa...
é exactamente isso que eu penso também e pelos vistos o Sr. Presidente também pensa. Ele acha que se sair os que ficarem são incultos e traumatizados sociais. Pois bem, ele tem uma excelente imagem do seu próprio partido e teve a coragem de o dizer publicamente. A imagem de pessoas que seguem cegamente o seu líder e que precisam dele para crescerem, a imagem de um grupo que não é uma equipa mas sim um rebanho controlado por um pastor. Os madeirenses são governados há anos por um pastor, um pastor que nem confiança tem nas suas ovelhas, não acha que no seu partido haja pessoas capazes de fazer um bom trabalho. Afinal quem teria coragem de partir e concorrer contra o líder? Ninguém. Está tudo à espera para ver quando vai embora e aí vai ser um massacre sanguinário.
Nem falo da oposição porque essa já morreu há muitos anos, mesmo antes de ganharem nem que sejam pequenas batalhas perdem-se com lutas internas para decidir quem é que manda na rua, um velho problema de disciplina nestas latitudes.
E para quê isto tudo? Para quê? Para no fim o Sr. ser aclamado pela milésima vez Presidente do Governo Regional com mais uma maioria absolutíssima? Ou alguém duvida que a personagem ganhe outra vez? Alguém duvida disso? E vai mudar o quê? No dia a seguir às eleições digam-me de vossas justiças o quê que isto representou para a Madeira e se não foi pura e simplesmente um capricho com sérios sinais já de demência. Uma demência que não se fica pelo próprio, é uma demência de grupo. Precisa-se: Salvadores de Pátria!
domingo, fevereiro 18, 2007
NÃO VAI HAVER ELEIÇÕES ANTECIPADAS, É CARNAVAL
(Lisboa) De vez em quando há estes espectáculos para atrair a atenção de todos. Na verdade porque haveria eleições antecipadas na Madeira? Por causa da Lei das Finanças Regionais? Não. Existe alguma confusão. O espaço mediático é tão importante que se aproveita o canal de comunicação para não só falar da Lei das Finanças Regionais como também do recente resultado do referendo à interrupção da gravidez. Confusão total. Pelo meio vem uns números ensaiados (mal ensaiados) de teatro à porta da sede do PSD-M na Rua dos Netos. Uma pessoa como o nosso presidente, tão apegada ao poder porque é de poder que ele e muitos à volta dele vivem e sem poder morrem no dia a seguir, não entrega assim o jogo. Este é mais um amuo de criança que passa com o lento caminhar do tempo. Não nos podemos esquecer que na mesma notícia em que passa (outra vez!, eu vou, eu vou, mas, daqui não saio) a ameaça de eleições antecipadas o Chefe do Governo Madeirense também aproveitou para alegar a inconstitucionalidade do referendo da última semana, bem como o facto de não ser vinculativo. Se não é vinculativo este também o não o foi o de 1998. A abstenção na Madeira foi maior que a média nacional e isso só se explica pelo desinteresse de participação pública o que só tira legitimidade ao povo de se queixar. Sendo assim, alguém tem de decidir. Como podem ver uma confusão das antigas em que se mistura tudo e em que se atiram tiros para todos os lados.
Por outro lado, poderão pensar alguns, este homem dado a espectáculos mais do que a qualquer outra coisa pode muito bem encontrar nesta altura tão particular uma desculpa para ir embora dizendo que há que dar lugar aos mais novos, a desculpa de quem quer encontrar uma fuga. Sai pela porta grande sem nunca ter tido uma derrota em eleições (na verdade teve apenas uma, nas Presidenciais de 2001 em que o PSD-M apoiou Ferreira do Amaral e ganhou na Madeira Jorge Sampaio). Se houver eleição, ele candidata-se outra vez mas não haverá. Há sim um número ensaiado, uma peça de teatro para atrair atenções mediáticas nacionais para o próprio arranjar tempo de antena como sempre aproveita descaradamente em cada inauguração de lavatório e de banheira que o seu governo local promove.
Por outro lado, poderão pensar alguns, este homem dado a espectáculos mais do que a qualquer outra coisa pode muito bem encontrar nesta altura tão particular uma desculpa para ir embora dizendo que há que dar lugar aos mais novos, a desculpa de quem quer encontrar uma fuga. Sai pela porta grande sem nunca ter tido uma derrota em eleições (na verdade teve apenas uma, nas Presidenciais de 2001 em que o PSD-M apoiou Ferreira do Amaral e ganhou na Madeira Jorge Sampaio). Se houver eleição, ele candidata-se outra vez mas não haverá. Há sim um número ensaiado, uma peça de teatro para atrair atenções mediáticas nacionais para o próprio arranjar tempo de antena como sempre aproveita descaradamente em cada inauguração de lavatório e de banheira que o seu governo local promove.
sábado, fevereiro 10, 2007
JARDINAGEM
(Lisboa) No início desta semana foram mais uma vez notícia os subsídios do Governo Regional da RAM para o Jornal da Madeira. Isto é sabido há já muito tempo por todos e nem é daquelas coisas que se tenham de dizer à boca fechada, para mais ninguém ouvir. Toda a gente sabe e toda a gente aceita a coisa. O aceitar nem é o que surpreende mais, o que surpreende são os argumentos usados por Jardim para justificar esse apoio. Segundo o mesmo, esse apoio existe para que não persista o pensamento único encarnado no Diário de Notícias da Madeira. Isto numa região cujo Governo Regional tem maioria absoluta há décadas, numa terra onde todos os municípios são controlados pelo mesmo partido e da mesma cor do Executivo Madeirense. Numa terra onde são sempre os mesmos a se perpetuar em cargos públicos, cargos de contribuição. Pensamento único existe sim e é subsidiado pelo Governo Regional para fazer chegar a sua mensagem a toda a gente. Mais uma vez na Madeira a lei e a ética foram regionalizadas e por isso vai continuar tudo na mesma? O ponto de interrogação aparece por que me parece também que muita gente se queixa mas é melhor salvaguardar o que já se conhece do que saltar para o desconhecido imaginando que o desconhecido será sempre pior que o que se tem actualmente. É assim que o madeirense médio pensa.
A Lei das Finanças Regionais vai mesmo para a frente mas a guerra ainda não acabou. No meio dos protestos surgem sempre coisas que são de total abuso e que ultrapassam todas as medidas. Já nem me refiro ao baixo nível que os protesto encontram nas palavras e nos tons em que são feitos sentir. Refiro-me ao tom de chantagem e de apropriação do sentido de voto de toda a população da Madeira na passada eleição presidencial. Disse alguém responsável no PSD-M que os madeirenses se encontravam defraudados após terem votado no Presidente Cavaco e ser ele agora a passar a "lei maldita". Não tem nada uma coisa com a outra. É preciso muito cuidado também quando se usa o nome de todos os madeirenses. Que eu saiba a maioria absoluta dada ao PSD-M no parlamento regional não é um cheque em branco para usar o nome de toda a população seja no que for. O PSD-M tem de perceber que a Madeira faz parte de um todo nacional e que a democracia é mesmo assim uma vez concorda-se, outras discorda-se, umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se. Estas reacções em cadeia e a peça de teatro encenada à porta da sede, na rua dos netos (como sempre, para consumo interno por que aqui, fora da região, a peça não passa na medida e seguindo o alinhamento que o autor quer), são estranhos sinais de quem embora tenha orgulho em mostrar e ostentar toda a sua experiência governativa e a sua abundância de quadros disponíveis, embora sejam sempre os mesmos no governo e no parlamento, não está habituado a perder e quando perde uma batalha parece uma criança mimada, chora, berra e esperneia. Espero é que os pais desta criança não cedam ao espectáculo e que a saibam educar convenientemente ao contrário do que aconteceu no passado.
A Lei das Finanças Regionais vai mesmo para a frente mas a guerra ainda não acabou. No meio dos protestos surgem sempre coisas que são de total abuso e que ultrapassam todas as medidas. Já nem me refiro ao baixo nível que os protesto encontram nas palavras e nos tons em que são feitos sentir. Refiro-me ao tom de chantagem e de apropriação do sentido de voto de toda a população da Madeira na passada eleição presidencial. Disse alguém responsável no PSD-M que os madeirenses se encontravam defraudados após terem votado no Presidente Cavaco e ser ele agora a passar a "lei maldita". Não tem nada uma coisa com a outra. É preciso muito cuidado também quando se usa o nome de todos os madeirenses. Que eu saiba a maioria absoluta dada ao PSD-M no parlamento regional não é um cheque em branco para usar o nome de toda a população seja no que for. O PSD-M tem de perceber que a Madeira faz parte de um todo nacional e que a democracia é mesmo assim uma vez concorda-se, outras discorda-se, umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se. Estas reacções em cadeia e a peça de teatro encenada à porta da sede, na rua dos netos (como sempre, para consumo interno por que aqui, fora da região, a peça não passa na medida e seguindo o alinhamento que o autor quer), são estranhos sinais de quem embora tenha orgulho em mostrar e ostentar toda a sua experiência governativa e a sua abundância de quadros disponíveis, embora sejam sempre os mesmos no governo e no parlamento, não está habituado a perder e quando perde uma batalha parece uma criança mimada, chora, berra e esperneia. Espero é que os pais desta criança não cedam ao espectáculo e que a saibam educar convenientemente ao contrário do que aconteceu no passado.
domingo, janeiro 28, 2007
O SEGREDO É A ALMA DO NOSSO ATRASO
(Lisboa) Era uma vez uma pessoa que eu conhecia cujo pai trabalhava na Empresa de Electricidade da Madeira , não interessa a fazer o quê. Por volta do ano de 1997 abriu um museu da Empresa de Electricidade, na rua D. Carlos I no próprio edifício sede da companhia. Era um espaço agradável onde se expunha toda a informação sobre a electricidade na Madeira. Tinha dois andares: o rés-do-chão e um primeiro andar. Esse meu conhecido veio-me dizer da existência desse museu com uma atitude estranha para a circunstância. Veio com a atitude de quem conta um segredo, uma coisa privada, que não é para ser divulgada. Não se ficou pela aparência disse mesmo no fim da nossa conversa Olha Ricardo, isto que eu te disse não é para espalhar por que aquilo não é para abandalhar. E eu fiquei a pensar, que raio, aquilo é um museu, é para ser divulgado, é para explicar a história da empresa na Madeira, a História da Distribuição Energética na Região, é para dar um novo entendimento da electricidade ao leigo! É um museu, quanto mais gente vier ver melhor não? Perdoem a minha falha mas é assim que penso.
Esta história demonstra a falta de jeito que temos para lidar com o que deve ou não ser contado. Se calhar vem do tempo da ditadura. Ainda se sente medo nas pessoas para dizer em público o que pensam, mas não o que pensam do futebol ou do big brother ou da novela por que disso as pessoas falam de tudo o que há para falar em alto volume, mas para dizer o que acham do poder que as governa, o que acham da estrada que foi construída e se isso vai ser melhor para a vida delas, o que pensam do tipo que entrou de cunha na empresa pública por que é protegido deste, amigo daquele, ou filho do Secretário, o que pensam do facto de termos recebido ajudas da UE e de não termos crescido em relação aos nossos parceiros directos. Disso fala-se com boca pequena. Aos sussurros. Alguém pode ouvir e depois a minha vida é prejudicada, pensa o covarde. Talvez seja covarde talvez seja prudente.
Depois não divulgam o que deve ser divulgado como o museu. O museu é apenas um exemplo. O museu pode ser qualquer tipo de informação. Tentam guardar a informação para elas como se a sua divulgação as pudesse prejudicar. Mas será que prejudica mesmo ou não será a falta de informação que nos prejudica a todos? Os museus estão às moscas e fechados aos domingos e feriados e toda a gente acha normal, por exemplo. Ficar satisfeito por que o nosso clube ganha é bom, eu por exemplo estou chateadíssimo: o FCP perdeu com o Leiria na sexta mas nada do que eu faça para além de apoiar pode mudar alguma coisa no jogo da minha equipa. Mas na realidade a nossa vida não melhora consideravelmente se o nosso clube ganha ou será que muda? Mas já mudava se aquela fila de trânsito de todos os dias que nos consome duas horas das nossas vidas fosse eliminada. Já pensaram uma hora a mais na vida por dia? Uma hora que não é consumida por nada, só naquilo que nos apetecer. Já pensaram? Mas não, voltem a desculpar a minha falha, isso não é verdadeiramente importante ou será?
Sempre me cruzei com esses pobres diabos que vivem muito bem em Portugal. Um desses sítios era na faculdade. Debaixo daquela capa que eram muito porreiros e falavam publicamente que gostavam de ajudar quando chegava a altura do vamos ver, ocultavam informação. Muitas vezes guardavam apontamentos que os próprios professores pediam para que fossem colocados numa reprografia, até quase ao dia da avaliação. Aí desbloqueavam a informação já mastigada por eles próprios. Esqueci-me, diziam, e os outros como sempre passavam recibos de otários. Se tinham ido a uma aula de dúvidas e tinham a certeza que determinada matéria não saía no exame não contavam. Existe muito aquela ideia que para um brilhar os outros têm se ser ocultados. Pois eu penso exactamente ao contrário e vou recorrer a um exemplo: numa corrida de automóveis se os carros são todos iguais o que ganha realmente teve mais braço que os outros mas o que vejo muitas vezes é um tipo que gosta de se mostrar e então entra com um Ferrari numa corrida de minis. Às vezes apetece-me ir lá ter com o tipo do Ferrari e dizer: deixa de ser parvo e vai competir com quem tenha armas iguais às tuas, aqui vais ganhar sempre mas não aprendes nada, não evoluis nada e mais, a tua falta não se fica por aí, estás a prejudicar todos os outros por que eles não vão ganhar e vão achar que são uma porcaria mas não são, minis a competir com um Ferrari não faz sentido nenhum.
O segredo é a alma do negócio claramente não é a lei que se aplica neste caso do museu. Cada lei tem o seu espaço de actuação. Neste caso estes segredos são a alma do nosso atraso.
Esta história demonstra a falta de jeito que temos para lidar com o que deve ou não ser contado. Se calhar vem do tempo da ditadura. Ainda se sente medo nas pessoas para dizer em público o que pensam, mas não o que pensam do futebol ou do big brother ou da novela por que disso as pessoas falam de tudo o que há para falar em alto volume, mas para dizer o que acham do poder que as governa, o que acham da estrada que foi construída e se isso vai ser melhor para a vida delas, o que pensam do tipo que entrou de cunha na empresa pública por que é protegido deste, amigo daquele, ou filho do Secretário, o que pensam do facto de termos recebido ajudas da UE e de não termos crescido em relação aos nossos parceiros directos. Disso fala-se com boca pequena. Aos sussurros. Alguém pode ouvir e depois a minha vida é prejudicada, pensa o covarde. Talvez seja covarde talvez seja prudente.
Depois não divulgam o que deve ser divulgado como o museu. O museu é apenas um exemplo. O museu pode ser qualquer tipo de informação. Tentam guardar a informação para elas como se a sua divulgação as pudesse prejudicar. Mas será que prejudica mesmo ou não será a falta de informação que nos prejudica a todos? Os museus estão às moscas e fechados aos domingos e feriados e toda a gente acha normal, por exemplo. Ficar satisfeito por que o nosso clube ganha é bom, eu por exemplo estou chateadíssimo: o FCP perdeu com o Leiria na sexta mas nada do que eu faça para além de apoiar pode mudar alguma coisa no jogo da minha equipa. Mas na realidade a nossa vida não melhora consideravelmente se o nosso clube ganha ou será que muda? Mas já mudava se aquela fila de trânsito de todos os dias que nos consome duas horas das nossas vidas fosse eliminada. Já pensaram uma hora a mais na vida por dia? Uma hora que não é consumida por nada, só naquilo que nos apetecer. Já pensaram? Mas não, voltem a desculpar a minha falha, isso não é verdadeiramente importante ou será?
Sempre me cruzei com esses pobres diabos que vivem muito bem em Portugal. Um desses sítios era na faculdade. Debaixo daquela capa que eram muito porreiros e falavam publicamente que gostavam de ajudar quando chegava a altura do vamos ver, ocultavam informação. Muitas vezes guardavam apontamentos que os próprios professores pediam para que fossem colocados numa reprografia, até quase ao dia da avaliação. Aí desbloqueavam a informação já mastigada por eles próprios. Esqueci-me, diziam, e os outros como sempre passavam recibos de otários. Se tinham ido a uma aula de dúvidas e tinham a certeza que determinada matéria não saía no exame não contavam. Existe muito aquela ideia que para um brilhar os outros têm se ser ocultados. Pois eu penso exactamente ao contrário e vou recorrer a um exemplo: numa corrida de automóveis se os carros são todos iguais o que ganha realmente teve mais braço que os outros mas o que vejo muitas vezes é um tipo que gosta de se mostrar e então entra com um Ferrari numa corrida de minis. Às vezes apetece-me ir lá ter com o tipo do Ferrari e dizer: deixa de ser parvo e vai competir com quem tenha armas iguais às tuas, aqui vais ganhar sempre mas não aprendes nada, não evoluis nada e mais, a tua falta não se fica por aí, estás a prejudicar todos os outros por que eles não vão ganhar e vão achar que são uma porcaria mas não são, minis a competir com um Ferrari não faz sentido nenhum.
O segredo é a alma do negócio claramente não é a lei que se aplica neste caso do museu. Cada lei tem o seu espaço de actuação. Neste caso estes segredos são a alma do nosso atraso.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
OS ETERNOS ULTIMATOS DO PSD-M
(Lisboa) O que significa esta intenção de fazer o Presidente da República demitir o Governo Regional? Eles, no PSD-M, sabem muito bem que o Presidente não os vai demitir por isso. Não era isso que se esperava do Presidente da República. Depois de agredirem de forma desesperada o Governo e de terem depois disso apontado as armas para o Tribunal Constitucional agora os desesperos vão para o mais alto representante da nação. Num primeiro momento tentando mostrar os seus argumentos mas rapidamente vão cair no seu estado de insulto permanente de meninos mimados que nunca cresceram, assim que haja uma decisão que vá contra os seus intentos.
Aguarda-se com alguma ansiedade o que se vai seguir não nas reacções porque são sempre as mesmas mas como surgirá um outro estado de equilíbrio.
Aguarda-se com alguma ansiedade o que se vai seguir não nas reacções porque são sempre as mesmas mas como surgirá um outro estado de equilíbrio.
quarta-feira, novembro 29, 2006
O NOSSO FIDEL
(Lisboa) Hoje ao ouvir rádio passou uma mensagem de Fidel para o mundo. Impossibilitado de ir a uma festa comemorativa do seu aniversário o amigo Fidel disse sentir-se animado por que tem a confiança que o povo americano não vai deixar o Presidente Bush terminar o seu mandato. Lembrei-me das mensagens periódicas do nosso ilustre Presidente para os portugueses. Do género: os portugueses têm de por este primeiro-ministro na rua ou coisas assim desse nível baixo. Entretanto o PS sobe nas sondagens e encontra-se à beira da maioria absoluta. Não deixa de ser interessante. O nosso Fidel tem a sua piada.Entretanto, na República Popular da Madeira a guerra à Lei das Finanças Regionais (LFR) continua. Coito Pita, o nosso ilustríssimo deputado regional do PSD que não consegue falar sem gritar foi o porta voz da declaração de guerra. Agora com o foco em cima do Presidente da República, o Dr. Coito acha que o Presidente poderia dissolver a Assembleia Regional e convocar novas eleições para ver qual a opinião dos madeirenses sobre a LFR. O Dr. Coito quer convocar eleições por capricho. Gosta de brincar às eleições. Amanhã se calhar vai querer novas eleições para ver o que os madeirenses acham sobre a despenalização do aborto. Na sexta-feira vai pedir eleições para ver o que os madeirenses acham sobre a ida do homem a Marte.
É engraçado ver os lobos vestidos de cordeiros e auto-vitimizados. Agora choram porque estão a ser vítimas de uma ditadura: a ditadura de Sócrates. Agora dão valor ao debate de ideias. É a democracia estúpido!
segunda-feira, novembro 20, 2006
O GOVERNO NA SOMBRA
(Lisboa) Segundo o Diário de Notícias da Madeira o PS local já terá um governo sombra. Ou será um governo na sombra? A questão é bem mais complexa que ter um governo sombra. Não vai ser fácil tirar o poder laranja do sítio onde está. Os seus membros estão mais agarrados ao poder do que uma lapa nas rochas. As pessoas que hoje governam a Madeira foram para os lugares que ocupam para fazerem carreira e contam com uma estrutura muito bem montada. O governo na Madeira dá muito emprego, dá muito investimento. Logo aí já é difícil convencer a mudar uma pessoa que depende dos dinheiros públicos como rendimento e é conhecida a resistência natural à mudança. Outra questão: como se luta com pessoas tão experientes nos seus cargos? Alguns secretários do Dr. já estão a secretariar desde os tempos do Paleolítico e alguns até já experimentaram quase todas as secretarias.
Outro problema no PS-M existem muitos líderes e os que não são oficialmente não aceitam por vezes sacrificar um pouco da sua força para reforçar o partido. Não basta criar um governo na sombra. Eles estão mesmo na sombra, na sombra de tudo. Não precisam de criar um governo na sombra para mostrar que têm ideias. Para ter ideias basta ter. Para além disso outro desafio se coloca ao PS. Conseguir que o Dr. vá a um debate com o líder do PS-M. Eu não me lembro de ver o Dr. a debater com ninguém. O que ele gosta mesmo é de não ter de dividir o protagonismo com ninguém. Enquanto isso o tempo passa e o tempo de antena do Dr. soma e segue todos os dias nas rádios do amigo e nas demais e todos os dias na RTP-M. Graças a Deus que existem outros canais para se ver na Madeira e mesmo só com uma simples antena já é possível sintonizar a RTP1.
Para fazer oposição na Madeira é preciso ter estofo. É preciso ter muito estofo.
Outro problema no PS-M existem muitos líderes e os que não são oficialmente não aceitam por vezes sacrificar um pouco da sua força para reforçar o partido. Não basta criar um governo na sombra. Eles estão mesmo na sombra, na sombra de tudo. Não precisam de criar um governo na sombra para mostrar que têm ideias. Para ter ideias basta ter. Para além disso outro desafio se coloca ao PS. Conseguir que o Dr. vá a um debate com o líder do PS-M. Eu não me lembro de ver o Dr. a debater com ninguém. O que ele gosta mesmo é de não ter de dividir o protagonismo com ninguém. Enquanto isso o tempo passa e o tempo de antena do Dr. soma e segue todos os dias nas rádios do amigo e nas demais e todos os dias na RTP-M. Graças a Deus que existem outros canais para se ver na Madeira e mesmo só com uma simples antena já é possível sintonizar a RTP1.
Para fazer oposição na Madeira é preciso ter estofo. É preciso ter muito estofo.
quarta-feira, novembro 08, 2006
A GOVERNAMENTALIZAÇÃO DA RTP
(Lisboa) Pacheco Pereira parece muito preocupado com a governamentalização da RTP. Sobre isso não vou discutir mas convinha também reflectir sobre a mesma situação em relação aos media na Ilha da Madeira. Na Madeira não há direito a contraditório e o líder fala todos os dias, várias vezes por dia no mesmo meio, escreve em jornais. Podem-me dizer como muitas vezes me dizem: mas a oposição não tem qualidade. Pois não tem experiência de Governo mas não acredito que não tenha qualidade. A falta de experiência não é a mesma coisa que falta de qualidade. Ninguém nasce com sensibilidade para esta ou aquela coisa, é preciso tempo para aprender, vontade e também a oportunidade ajuda.Muitos colegas meus de faculdade diziam que a Madeira mudou muito nos últimos trinta anos, alguns nem à Madeira tinham ido (isto de falar por impulso e repetir o que se acha que fica bem está muito enraizado por estes lados). Verdade, basta ver e constata-se facilmente esse facto mas a ausência de prova não é prova da ausência e não há comparação possível por que o poder na Madeira nunca mudou e então não se sabe quão diferente teria sido se fosse de outra maneira qualquer. Rir ou parodiar da falta de experiência é uma atitude primária. Se as pessoas não têm experiência não quer dizer que não tenham qualidade. Logo, exigir da parte da oposição experiência de governo e conhecimento detalhado de documentos governativos parece-me um abuso.
A escola do PSD está muito bem implantada. Os meninos entram no PSD-Madeira para arranjar emprego e estar com o poder (é sempre melhor estar com quem está por cima) e o processo de aprendizagem para a governação é feito dentro do PSD-Madeira.
sexta-feira, novembro 03, 2006
ENTREVISTA DO DR.

(Lisboa) O Dr. foi ontem à RTP falar no programa de Judite de Sousa. Fiquem os leitores continentais e açorianos com a certeza que Ele, quando vem à Capital do Império, amansa consideravelmente. O cacique não pega em todo o lado. Não responde ao que se pergunta. O secretário geral do PS tem um resultado iraquiano? E ele? Que resultados é que teve?
Quem não conhece a personagem até tem tendência a acreditar. Basta ligar a RTP-Madeira e é ouvi-lo todos os dias a falar de cátedra sem direito a contraditório a fazer coisas miudinhas como a inaugurar dez metros de rua aqui ou ali, a inaugurar o quarto da Dona Perlimpimpona no novo bairro social.
Quem não conhece a personagem até tem tendência a acreditar. Basta ligar a RTP-Madeira e é ouvi-lo todos os dias a falar de cátedra sem direito a contraditório a fazer coisas miudinhas como a inaugurar dez metros de rua aqui ou ali, a inaugurar o quarto da Dona Perlimpimpona no novo bairro social.
sábado, outubro 07, 2006
JARDIM PEDE MAIS DEMISSÕES
(Lisboa) O nosso querido e mui grande Presidente do Governo Regional da Madeira, também conhecido como o Pai da Democracia na Madeira revelou uma lista de pessoas a quem ele vai pedir que se demitam. Dessa lista fazem parte os mediáticos José Sócrates só porque é Primeiro-Ministro e Teixeira dos Santos porque é só Ministro das Finanças. Já é a centésima quinquagésima vez que Alberto João Jardim pede a demissão de alguém de quem não concorda e que não está na sua alçada (quando está ele próprio vai lá e demite, não precisa de pedir!). Já começa a ser mais chato que ver na televisão palestinianos a queimar bandeiras dos Estados Unidos.O funchal.blogspot.com teve acesso em exclusivo a essa lista e publicamos em seguida os nomes e as razões bem fundadas democraticamente para tal pedido:
Sr. Teixeira, auxiliar administrativo - "não sabe tirar cafés e já trabalha no Governo Regional há mais tempo que eu, já era tempo de aprender, agora é tarde e vai para a rua!", diz o despacho do nosso ilustre governante.
Sr. Manuel, motorista da presidência - "não parou na passadeira como eu lhe pedi, ele tem de aprender que quem manda sou eu, quero que vá para a rua e vai mesmo porque quem manda aqui sou eu", adianta o mesmo despacho.
Sr. Fonseca, leiteiro lá de casa - "o leite talhou já por duas vezes este ano".
Sra. Manuela Andrade, minha vizinha - "a filha namora um rapaz cujo pai foi em tempos activo militante socialista e a quem eu tratei de arrumar para sempre o seu futuro profissional. É bem feito porque ninguém mandou ser militante desse partido."
Guarda Abel, polícia de segurança pública - "este imbecil não me deu prioridade quando os semáforos avariaram".
Engenheiro Carlos Pereira, engenheiro civil - "não deu emprego a um protegido meu, peça a demissão seu incompetente!".
Marta Pires, militante social democrata - "tem amigos do bloco de esquerda. Ela ainda é estudante e está no PSD para arranjar emprego mas fica aqui o meu pedido de demissão antes que arranje emprego".
A lista era enorme e conta com muitas dezenas de nomes. Temos a certeza que esta limpeza vai tornar a Madeira um sítio mais limpo para se viver. Este blog é laranja, não nos demita Sr. Presidente.
segunda-feira, outubro 02, 2006
JARDINAGEM DO GOVERNO CENTRAL
(Lisboa) A notícia ouvi-a primeiro na TSF e depois fui consultar na edição online do Diário de Nótícias da Madeira. Basicamente é só isso que está escrito mesmo.Depois vem a ladaínha do costume que o Governo Central está contra a Madeira, melhor, o Governo Socialista está contra a Madeira. O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ainda se deu ao trabalho de comentar dizendo que não é justo que uma região que se desenvolveu nos últimos anos exija o mesmo esforço financeiro por parte do Governo Central. Eu estudei em Lisboa e sei que ideia geral é que o dinheiro do continente vai para a Madeira injustamente e estou farto desta visão parasita da minha terra mas esta é a imagem que fica de uma personagem que só sabe pedir dinheiro e insultar os outros. Aqui ficam mais ideias para arranjar dinheiro para o Governo Regional: cobrar uma taxa de invasão a cada cubano que saia do avião no Aeroporto da Madeira, vender o bigode do Miguel de Sousa como esfregona, exigir aos clubes adversários dos locais o pagamento das viagens e alojamentos dos elementos dos clubes madeirenses quando estes últimos se deslocam ao continente, exigir que cada português passe pelo menos quinze dias de férias na Madeira todos os anos. Sr. Jardim, o céu é o limite, agora é puxar pela cabeça.
Cubano, para quem não sabe, é como são conhecidos na Madeira os que são naturais de Lisboa.
terça-feira, setembro 19, 2006
E AGORA JARDIM?

(Lisboa) Com a nova Lei das Finanças Regionais, com a nova Lei Eleitoral que reduz o número de deputados e também retira a existência de círculos eleitorais passando a existir somente um vai ser mais difícil para o PSD-Madeira continuar o todo o poderoso das últimas décadas.
Se calhar quando aparecerem umas nuvens no céu alguém vai achar que é tempo de ir embora e assim sair pela porta grande. Pela porta grande ou pequena toda a gente sai.
Se calhar quando aparecerem umas nuvens no céu alguém vai achar que é tempo de ir embora e assim sair pela porta grande. Pela porta grande ou pequena toda a gente sai.
quarta-feira, abril 12, 2006
A FAMÍLIA É MUITO IMPORTANTE
(Lisboa) Pois é importante. Interessante este artigo publicado na Tribuna da Madeira.
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