Há uma certa coerência da Lua em se apresentar, muito iluminada, parcialmente iluminada ou nada iluminada, tem sempre a mesma face. Durante todo o ano e à nossa escala de vida foi sempre assim. Nunca nos mostra as costas, nunca, olha-nos sempre de frente, sem filtros ou melhores perfis. Não tem várias caras, é sempre a mesma e para toda a gente. Esta coerência é chamada de sincronismo pelos astrónomos.
Na imagem parte da Torre da Catedral da Sé no Funchal e a Lua, a 26 de abril. A Sé está a umas dezenas de metros, a Lua, a 378 000 km. A fotografia poderia ter sido feita muitas vezes, sempre que a torre e o satélite da Terra se alinharam assim ao longo da minha vida.
Referências:
[1] - http://oal.ul.pt/oobservatorio/vol6/n2/vol6n2_4.html (maio de 2026)
[2] - http://oal.ul.pt/oobservatorio/indice.html (maio de 2026)
[3] - https://science.nasa.gov/moon/tidal-locking/
