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domingo, outubro 10, 2021

NÃO TENHO TÍTULO PARA DAR A ISTO

(Lisboa) Já tem mais de um mês que escrevi pela última vez aqui. Em um mês muita coisa mudou. Mudou por exemplo a Presidência da Câmara do Funchal. Foi um regresso ao passado numa eleição disputadíssima, muito polarizada, em que duas forças estiveram taco a taco em todas as freguesias. Foi uma vitória clara mas não foi a grande vitória que apareceu em todo o lado. Paulo Cafôfo sai de cena e deixa um vazio mas quem vai decidir se a mudança que começou vai parar, andar para trás ou continuar não sou eu, são o conjunto dos eleitores que votam. Se a perda da maior câmara da Madeira para os antigos e a consequente saída da assembleia do líder do PS-Madeira numa fase inicial parecia indicar que voltaríamos num curto espaço de tempo aos gloriosos anos oitenta e noventa do século passado, onde as eleições na Madeira pareciam vitórias feitas à partida, o passar dos dias tem mostrado que nada é exatamente como já foi e que pode ser isto nada mais do que um passo atrás para se poder seguir em frente. Este não é um blogue político mas isso não quer dizer que não possa ter esse tema de vez em quando.

domingo, maio 01, 2011

A IMPORTÂNCIA DAS COISAS

(Lisboa) A importância do que é dito tem duas componentes: a componente de conteúdo e o selo de quem o diz, o carimbo do autor das palavras ditas ou escritas. Muitos são aqueles que ainda parecem não ter percebido isso. São os chamados respondões. São considerados agitadores, profissionais da confusão.
Por outro lado já vi imbecilidades escritas ou ditas por pessoas importantes e ou famosas que são tomadas como leis.

sábado, abril 23, 2011

VIDA DE CÃO


(Lisboa) Mensagem encontrada numa das portas, numa rua lá perto da Praça das Flores, em Lisboa. São frequentes as histórias de vizinhos que não se suportam. Por aqui, onde vivo, há um cidadão que não paga condomínio porque não concorda com a atribuição dos lugares na garagem. Na mesma linha penso que posso deixar de pagar impostos porque não gosto deste Governo e estou à espera que saiam, apaguem a luz e fechem a porta. Nunca mais voltem é também o meu desejo. Esta é a imagem já antiga que tenho de Portugal. Um país onde cada um faz o que quer. Cada um, à sua maneira, preenche a sua vida com pequenas ilegalidades. Pequenas coisas só para tornar a sua vidinha um pouco mais fácil. São os estacionamentos em segunda fila, em cima do passeio, os espertos na faixa de BUS, as cunhas para os amigos passarem à frente, as burocracias enormes de cada vez que um de nós tem de contar com os serviços do Estado. Enfim, a merda do costume. Por isso acho que a entrada do FMI é um mal menor. Incapazes de tratar do nosso presente e futuro os lusos continuam reféns de receitas vindas de fora. Não acho mal. Se for para inverter um percurso suicida venha quem vier.

Já agora, eleitoralista é manter tolerâncias de ponto numa época destas.

domingo, março 27, 2011

TV BLOGUE - PORTUGAL



(Lisboa) Para onde iremos nós, todos nós, entregues a estes politiquinhos de meia tigela cuja maior preocupação é governar-se a sim mesmo e aos seus?

terça-feira, maio 25, 2010

PRECONCEITO POR PRECONCEITO, PREFIRO O MEU

(Madrid) Estava há uns dias a falar com um amigo que recentemente se mudou para uma empresa chinesa. Já se sabe,  nos primeiros dias tudo é maravilhoso e esperemos, sinceramente, do fundo do coração, que não seja só nos primeiros dias. Estava-me a dizer que os chineses são fixes. São bué fixes, escrevia ele no PC. Respondi, mas eles não são um pouco fechados? Fechados, perguntou com ar de nojo quase ofendido! Acrescentou, porque dizes isso?!

Eu não sei mas parecem pertencer a um grupo fechado. Digo eu, preconceito meu. Isso são os donos de restaurantes, como os portugueses imigrantes lá fora, disse-me ele de cátedra. Verdades eu não tenho mas parece-me a mim que um chinês dono de restaurante em Portugal é tão representativo dos chineses como um trabalhador de empresa de telecomunicações também em Portugal. Parece-me a mim que o português emigrante em França ou noutro sítio qualquer é tão representativo dos portugueses como eu que escrevo estas linhas ou como o executivo que trabalha numa das torres das Amoreiras em Lisboa. Preconceito por preconceito vou ficando com meu que me parece tão válido como o dele.

quarta-feira, abril 21, 2010

POVO SUPERIOR

(Funchal) É para isto que querem estatutos especiais e mais autonomia. Ou achavam que era pelo povo? O povo que se lixe que nós estamos cá é para nos governarmos a nós mesmos.

sábado, dezembro 05, 2009

SER CLIENTE

(Lisboa) Aeroporto de Lisboa, chegada de mais um voo. Os passageiros entram no autocarro e são levados com alguma rapidez à entrada do edifício onde vão recolher a bagagem. Um dos passageiros dirige-se ao condutor do autocarro e diz-lhe, com muito mau feitio, que devia ter mais cuidado, pois havia pessoas em pé. Depois complementa e não me olhe com essa cara, eu sou cliente. Ser cliente não dá a ninguém o direito de ser mal educado nem dá o direito de projectar as próprias frustrações nos outros.

segunda-feira, novembro 09, 2009

EDUCAÇÃO VEM DE CASA

(São Paulo, Brasil) André Escórcio, hoje, num artigo intitulado Poluição, no seu blogue, resume tudo o que é a política na Madeira: um bando de gentalha mal educada colocada no poder por outros eleitos laranjas. Sim, a política na Madeira resume-se basicamente aos laranjas. Basta ler um desses blogues escritos por esses seres para ver o género de argumentação que apresentam e o tom de insulto gratuito que diariamente colocam nos seus textos. Tudo bem, o povo votou e tem o que merece (realmente a Madeira tem o que merece!) mas isso também é válido para outras regiões do país. Por isso, da próxima vez que disserem que o povo votou pensem que não é só na Madeira que o povo é superior e vota. Existem outros locais onde se vota e as pessoas têm o direito de não querer ter o mesmo que a gente da Madeira.

E não se esqueçam que um dia a mamata vai acabar! Aproveitem todos os dias como se fossem os últimos!

domingo, outubro 11, 2009

PAGA DE VOLTA

GORDON BROWN
(Lisboa) A notícia li-a no sítio da Sky News logo a seguir de a ter visto na televisão. Achei fantástico! Numa democracia evoluída as pessoas são responsabilizadas e frases como eu faço o que faço e ninguém tem nada a ver com isso, não caem como caem em Portugal. Imagino quando estas coisas poderão começar a passar-se em Portugal. Talvez não ainda pois ainda temos muitos politiquinhos e os politiquinhos são um apanhado do povo. Em resumo, ainda temos muitos cidadãos de pouca categoria. Se quiserem ler a notícia em inglês cliquem aqui.

Repararam que tenho sempre a preocupação de colocar o link. Não coloco notícias na integra aqui como fazem alguns blogues laranjas copiando todo o conteúdo do sítio noticioso e apropriando-se de um conteúdo que não é seu como se o fosse. Quem se sentir picado que se sinta e deixe de roubar conteúdo na íntegra como se fosse seu. Uma coisa é discutir, reflectir, outra é fazer copy paste como um conhecido blogue laranja que por aí anda. Deve andar envergonhado, pois não tem comentado os atropelos à democracia na Madeira.

JÁ VOTOU?

(Lisboa) Você que está a ler esta página hoje, 11 de Outubro de 2009, em Portugal. Já votou?

domingo, outubro 04, 2009

SEM POLÍCIA

(Lisboa) AJJ agora anda sem polícia lá nas actividades que realiza. Sem polícia os opositores não aparecem por que não terão protecção contra os capangas do regime. Quem é que é esperto quem é? Próximo passo: criar uma polícia regional?

sábado, outubro 03, 2009

DEMOCRACIA VIGIADA


(Helsínquia, Finlândia) Retirada da capa do Diário de Notícias da Madeira de hoje. Eu não consigo perceber. Estes laranjas que se acham muito democratas, controlam a Madeira há décadas e conseguem ficar nervosos com meia dúzia de pessoas que pensam diferente. Nervosos e violentos, muito violentos. Serão mesmo democratas?

Onde são recrutados este pessoal das inaugurações que só vai lá encher o bucho e reproduzir a cassete? Quem é esta gente de olhar embriagado, parecendo ter saído de um hospital psiquiátrico?

Há quem diga que o povo madeirense tem o que merece. Não deixa de ser verdade: cada um tem o que merece e o povo da madeira tem os governantes que merece. Passei parte da minha vida incomodado com estes capachos dos laranjas. Hoje que já não tenho de partilhar a mesma cidade com esta escumalha, continuo afectado com este regime castrador que vigora na Madeira.

domingo, maio 17, 2009

MADEIRA PODE SER INDEPENDENTE?

(Lisboa) Este era o título do Jornal Público há dois dias atrás. Algumas pessoas, sabendo que nasci na Madeira, fazem-me a mesma pergunta de vez em quando. Alguns até, mal informados e maldosamente, dizem que era bom, porque assim Portugal deixava de gastar dinheiro com os madeirenses. Ignorantes, desconhecem a história mas não faz mal.

Em relação à independência ou não, não me parece que seja para breve e penso mesmo que a vontade só surge mais em tom de ameaça do que com uma real vontade de o concretizar porque se fosse mesmo para o fazer os seus mentores teriam condições para o fazer já que fazem o que querem do Arquipélago. O povo passou uma procuração a uma meia dúzia que fazem o querem da ilha há trinta anos e ninguém os vai tirar de lá tão cedo e eles já perceberam isso. Já perceberam que o povo não se quer incomodar em tentar a mudança e já perceberam que não têm de prestar contas a ninguém. Façam o que fizerem, vão continuar a ganhar com maiorias absolutas cada vez mais absolutas.

Respondendo à pergunta do título, a Madeira pode ser independente? Se Cabo Verde conseguiu por que não a Madeira? Desejar eu não o desejo mas cada vez vou poder evitar mais já que deixei de poder votar no Arquipélago em que nasci.

sábado, maio 09, 2009

SOBRE BERLUSCONI E NÃO SÓ

(Lisboa) Saem notícias escandalosas de políticos no poder e as sondagens parecem não ser afectadas. Acontece em Itália, mas também acontece por cá. Mas não sou só eu, nem o leitor que decidem quem vai ser eleito, sozinhos. Existe uma massa enorme de gente com direito de voto. Ainda bem que existe. Alguém disse há tempos que era melhor uma democracia rasca que uma ditadura culta. Concordo em 100%. A mim não me custa ver o ignorante votar. A mim não me custa ver o analfabeto a votar. Custa-me ver os politiquinhos do costume, a dizer as balelas do costume sem serem postos à prova nem terem de prestar contas. Isso custa.

Não é só na Madeira que acontecem estas prepotências de quem está no poder. Acontece em Itália, por exemplo. Acontece em muitas outras zonas do mundo. Ainda assim a Madeira tem o mesmo poder há mais de trinta anos e não parece minimamente beliscado. Se Alberto João continuasse no poder por mais trinta dá a ideia que continuaria a ganhar. Dá a ideia, pelo menos. Estão as pessoas satisfeitas ou têm medo de mudar? A satisfação é incompatível com a condição humana, pelo menos por muito tempo logo, é a segunda hipótese não é?

Muitas pessoas que eu conheço não se interessam minimamente por quem está no poder e dizem até que é tudo igual: os que estão na oposição e no governo. Não se interessam, não se implicam, não votam, ou votam de ânimo leve.

Mesmo assim, com direito de voto, há uma massa enorme de pessoas que simplesmente não vão votar por que não querem. Estão no seu direito porque o voto não é obrigatório em Portugal. Não votam mas falam, reclamam, dizem que está mal e têm até a receita para tudo, para todos os males do mundo.

Está na altura de deixarem de encontrar desculpas nos que estão no poder por que esses não vão fazer nada por nós. Temos de ser nós a fazer e a conseguir o que queremos. Os partidos só estão empenhados em aumentar as suas receitas, mais nada. Já reparam no crescimento dos orçamentos dos partidos para as campanhas? Campanhas que incluem os cartazes de origem besta que são colocados por aí. Já viram o cartaz, por exemplo, do Nuno Melo? Alguém vai votar no CDS por causa daquele pedaço de papel com aquelas mensagens ridículas? O cartaz do Nuno Melo é apenas um exemplo por que os cartazes são, em geral, vazios de ideias.

domingo, março 08, 2009

CONTRA O UNANIMISMO ESTUPIDIFICANTE DO PSD


(Lisboa) O PND Madeira criou um canal no YouTube onde coloca os seus vídeos de acções desenvolvidas. Um partido que aproveita um meio de comunicação barato e cada vez mais massificado para passar a mensagem.

A liberdade de pensamento é uma característica básica de qualquer democracia e deve ser mantida e encorajada. Não faz sentido alguém que se refere muitas vezes ao Primeiro Ministro, Presidente da República e Tribunais usando termos ofensivos, vir agora ameaçar todos aqueles que indicam e apontam falhas. Não faz sentido nenhum porque o senhor autor das ameaças nunca foi julgado por tudo aquilo que disse sobre terceiros.

domingo, março 01, 2009

SOBRE O CONGRESSO DO PS OU TALVEZ NÃO

(Lisboa) Não tenho escrito nada sobre o PS nem sobre o Primeiro Ministro nestes últimos tempos, embora toda a gente goste de dar a sua opinião sobre o caso Freeport, ou sobre problemas muito mais graves que o caso Freeport: como é o caso do desemprego em Portugal.

Quanto mais se fala de Sócrates mais me apetece votar nele. O que se passa com aqueles que o querem atacar não passa por uma divergência de ideias ou de opiniões. O que verdadeiramente se passa é um enxovalho de comadres que não faz sentido nenhum dar ouvidos.

Há outra coisa que me irrita profundamente nestes politiquinhos que temos na Madeira e um pouco por todo o país: é que se acham donos dos lugares que ocupam e não permitem que os lugares que ocupam sejam ameaçados, talvez por que não encontrem mais nada para fazer na vida, para além daquilo que já fazem. Mas acreditem, a mudança acaba por não custar assim tanto.

Os partidos acabam por ser mais uns clubes de futebol em que as pessoas apostam as suas fichas todos os fins de semana. Discutem a vida do país como discutem futebol. Eu sou do Benfica, ou do Sporting ou do FCP e se o interlocutor não for do mesmo clube vou atacá-lo até à exaustão, inclusivamente recorrendo à humilhação pública que é um exercício muito praticado na Madeira. Que raio de gente é esta!? Partidos não são clubes de futebol. Acho eu.

Muitas das questões discutidas pelos políticos profissionais não passam de opções que têm de ser tomadas para atingir determinado objectivo colectivo. Sendo assim, não percebo porque uma pessoa por ser do partido A ou B tem de ser adepto por exemplo do Aeroporto de Lisboa ou do TGV ou de outra coisa qualquer, ou ser contra pelas mesmas razões.

Muito mais que discutir partidos, as energias deveriam ser aplicadas em discutir ideias e projectos para as comunidades locais e nacionais. Mas isso não acontece. Se me dizem que Lisboa e o país precisa de um novo aeroporto devem justificar se o actual tem ou não capacidade para aguentar um aumento previsto de movimentos. Se tem ou não tem, deve ser justificado. Se não tem, seria possível com obras de intervenção que passasse a ter? O mesmo para o TGV, o mesmo para muitas outras coisas e não falar-se do partido A ou do partido B como donos de uma verdade que não existe. Existem sim opções.

sábado, fevereiro 21, 2009

OS CASOS NO PS-M

(Lisboa) Fazer oposição na Madeira, penso já o ter escrito neste sítio, é um grande fardo. É como ir para a guerra, mas da pior maneira, sem equipamentos, sem mapas, nas piores condições meteorológicas. Não é de surpreender, portanto, que ninguém pegue na obra ou que os escolhidos não queiram ficar muito tempo.

Ao contrário do PSD-M que não tem mais do que um candidato à liderança e este é sempre eleito por unanimidade, estar à frente do PS-M é estar na linha da frente dos insultos e das faltas de educação e de ética política. É preciso estofo para aguentar e nem toda a gente o tem. Por isso o meu respeito pelas pessoas que fazem oposição na Madeira.

No PS, os líderes são sempre líderes a prazo, no pior dos sentidos. Não há um crescimento sustentado e nas últimas eleições a oposição foi mesmo dizimada tal o resultado espectacular do PSD-M que se auto-alimenta de eleição para eleição.

Sem oposição e com esta máquina laranja profissional, estão então criadas as condições para que a Madeira seja mais uma espécie de Venezuela da vida, onde serão encontradas soluções legais e em cima da hora para que as pessoas se eternizem no poder já que o Arquipélago não é muito apelativo em muitas outras áreas e os cargos públicos acabam por ser uma boa mamata.

Acredito que as alternativas surgirão no interior do próprio PSD-M quando acabar a fase Jardim. Nessa altura, adivinham-se grandes manobras de bastidores, com lutas muito violentas para ficar com o poder. Dessas lutas sairá mais cedo ou mais tarde um vencedor cuja força será impossível de se igualar com aquela conseguida por Alberto João Jardim e também ele será um líder a prazo, um líder de transição. Talvez sejam esses acontecimentos propícios para um crescimento da oposição na Madeira e do surgimento de uma alternativa.

Não estou a ver a luz ao fundo do túnel ainda.

domingo, fevereiro 01, 2009

MENSAGEM DA SEMANA

(Lisboa)

Para o PSD-M, não é admissível que um deputado, eleito por menos de três mil votos, possa 'parar' a Assembleia.

in Diário de Notícias da Madeira, retirado de PSD impõe 'nota mínima' para entrar na Assembleia

Realmente o PSD-M surpreende pela sua bestialidade. Está tudo bem, parece que tudo já está resolvido na Madeira, as pessoas vivem prosperamente, ninguém passa dificuldades, o futuro é risonho e sem nenhum desafio perigoso. Eis que essa situação, levou o PSD-M a pensar alto para usar produtivamente o tempo. E o que pensaram eles? Pensaram em cortar o mato.

Na verdade não foi o deputado do PND que parou a Assembleia Legislativa Regional, foi o próprio PSD-M que não soube reagir à situação e reagiu como sempre acontece sempre que é provocado, sempre que é contrariado, abusou do poder que tem, tentou mudar as regras do jogo e agora está a tentar evitar que a situação se repita da pior maneira, assassinando os seus adversários.

Colocar fora da Assembleia Legislativa Regional partidos que não satisfaçam a nota mínima deveria ser inaceitável mas com este PSD-M e a sua maioria absolutíssima nunca se sabe o que pode vir aí.

Já agora lanço outra bojarda do mesmo nível da proposta do PSD-M, mas umas centésimas acima. Por que não criar lugares no parlamento para a abstenção? A abstenção seria como um partido. Elegeria deputados mas ao contrário dos partidos, os lugares ficariam vazios dando a perceber a todos que a maioria absoluta se calhar não é assim tão absoluta. É claro que em termos de votação esses lugares (os da abstenção) não contariam para a percentagem mas penso que o parlamento ficaria bem representado. É preciso ter consciência que uma parte importante da população não se dá ao trabalho de ir votar nessas pessoas com ideias brilhantes ou então não se quer envolver na decisão do seu futuro ou simplesmente não está na sua freguesia no Domingo em que se realizam as eleições.

Fica a mensagem e talvez surjam mais ideias bestiais por aí. Quem sabe no futuro, se esta ideia for para a frente subam a nota mínima para estar representado no parlamento de 5% para 50%. Já agora, porquê 5%? Não será suficiente para acabar com o PND? Espertinhos.

sábado, janeiro 31, 2009

DEPÓSITOS DE CARROS NOVOS

CARROS NOVOS
(Lisboa) Esta imagem foi uma das publicadas pelo Jornal Inglês de Guardian sobre o aumento dos stocks de carros novos em todo o mundo. Impressionante o que se passa por esse mundo fora. Impressionante a força desta crise que está a colocar no desemprego muitos milhares de pessoas quase todos os dias em muitos países e no nosso também. Os carros não foram feitos para estarem parados. Um carro parado é um carro a ocupar espaço.

Basta olhar para as nossas cidades, cheias de estacionamentos para os carros estarem parados. Hoje em dia dá-se mais espaço para os carros do que para as pessoas. Se duvidam andem um pouco a pé por aí e contem o número de vezes que têm de sair dos passeios para a rua ou a estrada só por que um idiota decidiu estacionar a sua viatura em cima do circuito do peão. Para os leitores da Madeira circulem pelo Largo do Município em hora de missa para verem o resultado.