quinta-feira, maio 21, 2020

BRASIL

(Lisboa) A entrevista em que Jair Bolsonaro comenta, até várias vezes e a rir, que quem é de direita toma cloroquina e quem é de esquerda toma tubaína é interessante para perceber varias coisas.
A primeira coisa é que ele nem é de direita nem de esquerda. E pode tomar a cloroquina que ele quiser, ele não é de direita. Sobra o centro? Não, ele não encaixa em nenhum lado. É uma pessoa confusa, basta analisar o seu passado e o seu percurso.
Ele confunde jornalismo com assessoria de imprensa e esclarece que esta aposta na cloroquina é assim mesmo, uma aposta. Segundo o próprio e ele adora falar de si próprio, se se demonstrar em algum dia um benefício, as pessoas vão olhar para ele como um visionário, um messias. Pode ser que sim, pode ser que não. É como ir a um casino ou jogar numa lotaria e ganhar algum prémio. E é assim que se tomam decisões de Estado. Todos sabemos qual é a probabilidade de ganharmos o euromilhões: muito baixa, baixíssima.
Os seus asseclas não vão mudar de opinião talvez por serem como ele, assim básicos, pouco dados a pesquisas, a informação livre. Ruy Castro num artigo de 19 de maio na Folha de São Paulo lembra que talvez um dia ele, o Messias, tenha de se explicar, talvez num tribunal. Nem que seja no tribunal da história. Talvez os que o seguem e apoiam cegamente, sem nenhuma crítica e com justificações infantis, do passado, também tenham de se explicar um dia. Talvez, mas acho que este talvez é bem mais provável que o talvez da cloroquina. #forabolsonaro

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