
Esta falta de saber perder, esta falta de saber aceitar um resultado democrático é gravíssima. Quando o não ganhou há uns anos atrás ninguém propôs que o aborto podesse ser praticado nas freguesias que votaram sim. O referendo foi feito a nível nacional, não existe essa coisa de aqui é uma lei ali é outra. A Madeira faz parte de um país chamado Portugal e tem de cumprir a mesma lei que os restantes territórios portugueses. É simples e fácil de entender.
Por falar em aborto, aborto foi a sondagem feita pelo bloguista Roberto Rodrigues no seu blog Cortar (d)a Direita e a respectiva conclusão. Podem encontrar essa pérola aqui. Eu explico por que é um aborto. Primeiro, a amostra tem 49 pessoas (no máximo), uma amostra demasiadamente pequena para o universo considerado de eleitores madeirenses. Segundo, não se sabe se foram madeirenses a votar nessa sondagem já que a Internet não tem fronteiras, mesmo que tenham votado com IPs da Madeira podem não ser eleitores locais. Terceiro, qualquer um sabe que nessas "sondagens" a mesma pessoa pode votar duas vezes ou mais. Não se garante que cada pessoa pode votar apenas uma vez. Quarto, tendo o não vencido na Região é normal que a maioria das pessoas seja contra a sua aplicação.
Perder custa mas acima de tudo pode-se perder com dignidade, sem inventar falsas desculpas, pode-se ser digno quando se perde. Isso é o mais importante, ser digno.
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