
(São Paulo, Brasil) Um local que certamente não vou esquecer.
Ricardo Figueira



(São Paulo, Brasil) Foi a primeira vez que vi alface plantada num parque de cidade, foi em Nova Petrópolis. Mais uma cidade fundada por imigrantes alemães, mais uma vez não ouvi alemão nas ruas. Nos bares passam músicas alemães, duvido que a maioria entenda as letras mas é só eu a achar, não perguntei. Toda a cidade é uma atração turística e merece ser visitada.
(São Paulo, Brasil) Tive a infeliz ideia de ir ao Museu do Ipiranga num dia de greve de autocarros. O autocarro passou mas era de outra companhia e o condutor não sabia o percurso nem um pouco. Resultado, demorou, mas acabou por chegar, duas horas depois.
O jardim do museu não está cheio de gente embora este seja um ponto turístico de São Paulo. Algumas pessoas a fazer a sua caminhada matinal, o seu exercício físico diário. São com certeza locais.




(São Paulo, Brasil) Não sabia que o Natal era uma festa forte por aqui. Aqui é Natal todo o ano. É a Aldeia do Papai Noel. Em Portugal seria a Aldeia do Pai Natal. Para mim ainda faz confusão o Natal no meio do calor, no Verão. É como o Carnaval de Verão, parece uma festa fora de época. Ao contrário do Mini Mundo, a Aldeia do Papai Noel faz mais sentido quando estamos acompanhados de crianças.

(São Paulo, Brasil) Este é o Mini Mundo, um local onde tudo o que não seja gente de carne e osso é mini, à escala de 1/24. É uma das atrações de Gramado. Pode-se ler no sítio oficial que No Mini Mundo você encontra importantes obras da humanidade mas não esperem encontrar a Torre Eiffel ou Tower Bridge ou o Coliseu de Roma nem a Torre de Belém. Basicamente são grandes construções do mundo alemão. A grande maioria são réplicas, à escala, de edifícios na Alemanha ou Suiça.
(São Paulo, Brasil) Primeiras horas da manhã, já não muito cedo mas mesmo assim depois de uma viagem durante as horas de sono o cedo mantém-se até o dia acabar. O Parque do Caracol fica em Canela e tal como muitos outros parques tem as casinhas de venda de lembranças onde se podem comprar, os muito populares por aqui, chimarrões. O chimarrão não é só o nome de um restaurante. Antes de ser o nome de um restaurante é o nome de um recipiente onde se prepara uma bebida com ervas, tipo chá, servido quente e bebido por um tubo espetado no composto.
Esta cascata, a Cascata do Caracol, tem uns 130 metros de altura. É possível ir lá em baixo mas para isso é preciso descer centenas de degraus de uma escada metálica. É fisicamente estimulante fazer esta descida e ainda mais fazer a descida.
Se conseguir sobreviver à descida e subida talvez tenha tempo de andar mais pelo parque, uma oportunidade que não tive já que o programa das festas exigia a minha comparência no ponto de encontro do grupo para prosseguir com a viagem.
Existem muitos locais onde se pode apreciar a paisagem e a cascata também. É maravilhoso este local e é uma pena ficar tão longe de Portugal. Talvez encontre voos baratos em época baixa, talvez consiga convencer os seus chefes cabeças duras a tirar uns bons dias de férias, talvez consiga afastar-se dos seus negócios por uns tempos e visitar este sítio.
(Sampa, Brasil) Santa Catarina, o terceiro estado do Brasil que eu visito. O quarto, se contarmos com o Paraná, estado que tive de atravessar para chegar a Santa Catarina. Por aqui existem muitos descendentes de alemães. A arquitectura das casas é alemã em muitos sítios. Os nomes são alemães em muitos sítios também. Embora os alemães sejam uma comunidade forte por aqui não ouvi em nenhum momento da minha estadia falar alemão nas ruas.
Nesta Estrada Bonita existem várias habitações cujos donos são descendentes também de alemães. Aqui existe um pouco de tudo. Os donos fizeram de cada espaço destes pequenos museus do passado e ao mesmo tempo que oferecem serviços de restauração e bar apresentam os seus objectos favoritos. Objectos que guardam do passado, das suas propriedades, objectos que manufacturam e vendem como recordações.
As imagens que vos apresento aqui, da Estrada Bonita, em Joinville, Santa Catarina, ficam a cerca de 700km de São Paulo. Por aqui os muros são baixos, os jardins ficam muitas vezes expostos para quem passa na rua. Cercas eléctricas encontram-se algumas, no centro de Joinville e em alguns bairros. Diz-se que são de paulistas que vêm para cá viver e trazem os traumas da sua capital.
